SUCESSO NA PESCARIA

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SAUDADE
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Rio e saudoso "Tietê"/zona leste

Me lembro como se fosse hoje quando ia com o meu pai pescar as margens do Rio Tiete aqui em Sao Paulo. Era a década de 60. Quanta piscosidade tinha esse rio. Era peixe que não acabava mais. Eu "muleque" com a minha varinha de bambu só pegava mandi. Meu pai mais experiente, pegava piau, corimba, traíra e outros. Mas infelizmente tudo isso acabou. Pra mim e pra turma da antiga o nosso consolo nos dias atuais são os pesqueiros seja qual for a modalidade que nos garante pescar aqueles peixes que antigamente abundavam no Rio Tiete.


Vejam matéria de Rubens Rosa publicada em 2/7/2009 que retrata como era bom aquele tempo.


Nasci e morei no bairro da Penha, minha infância foi vivida muitas vezes no saudoso Rio Tietê, eu andava pela ‘quelas bandas direto, de São Miguel Paulista, passando por Ermelino Matarazzo, Eng. Goulart, Eng. Trindade e Penha.

O Rio Tietê corta toda essa região, e pega um pedaço ainda de Guarulhos (município na divisa da Penha). Paralelo ao Rio Tietê, acompanha a linha de trem da Central do Brasil.

Nos anos 60 suas águas eram limpas, cristalinas, havia algumas cascatas, pequenas cachoeiras, era comum eu atravessar o Tietê na canoa do meu pai, para levar a marmita do almoço para ele do outro lado do rio. E estava sempre por lá nadando.

Nadei muito nesse rio, machucava o pé nas pedras, mas nada de grave.
Minha saudosa mãe lavou muita roupa para fora na beira do Tietê.

Era comum você ver os peixes saltando entre as pedras.

Na divisa da Penha com o município de Guarulhos, havia uma ponte de madeira, e lá embaixo era a fábrica dos barcos e canoas, vivia perturbando o pessoal de lá.

Dificilmente ocorriam afogamentos, dava para beber sua água tranquilo, sem problema.

Na época das festas juninas, ficávamos à beira do rio esperando os balões cair e não deixar molhar com a água.

Em alguns trechos dele, na região hoje do "parque ecológico", as famílias faziam o "pic-nic" com as toalhas estendidas sobre a grama.

Depois, com o passar do tempo, uma empresa chamada "cil" se instalou ali, e acabou polindo o rio, pois soltava 24 horas enxofre e mais enxofre, aí ele não aguentou.

Também tinha o pessoal que fazia as competições de remo, no clube esportivo da Penha, e iam remando até o clube Esperia/Floresta e Tietê, lá na ponte do Tietê.

Hoje ele esta cimentando nas suas beiras, mas infelizmente não mais será o mesmo, pois todo o seu oxigênio (sangue do rio) acabou.

e-mail do autor: rrosa49@yahoo.com.br

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